O desenvolvimento do país
depende da educação
As escolas estão
fazendo o possível para resgatar as raízes dos cidadãos,
afim de melhor de adaptarem às mudanças tecnológicas
atuais.
Educação é uma palavra que todos conhecem, mas será que
todos sabem realmente o que ela quer significar? Para
Lucia Maria de Fatima Contiero, diretora do Colégio
Integral, a educação tem um grande significado na vida
das pessoas. “Ela (a educação) faz uma grande diferença
entre você ser alguma coisa e não ser nada. A evolução
de um povo começa na educação. É uma mudança rápida e
segura em um processo irreversível”, enfatiza.
Lucia
conta que até algum tempo atrás não era muito favorável
aos supletivos, por ser contra aos estudos condensados,
porém hoje considera ser essa a única porta de entrada
para os excluídos da escola. “Muitas pessoas não têm
perspectiva de ingresso no avanço tecnológico, por
estarem fora da escola. O ensino pode ajudar as pessoas
a se integrarem”, comenta ela.
Mesmo
o Brasil não sendo um país de primeiro mundo, já engloba
grandes empresas, com patamares tecnológicos bastante
avançados. E num futuro não muito distante quem não
tiver o conhecimento necessário, não conseguira
ingressar em vários ramos. O melhor lugar para se
capacitar, continua sendo as escolas, independente da
idade que se tenha, nunca é tarde para aprender.
A
diretora afirma que a educação é a porta de entrada para
quem perdeu o processo evolutivo que o país tem seguido.
“O Brasil não desbanca de seu patamar, porque todo
profissional precisa ter capacitação. A área tecnológica
é um grande caminho do Brasil”, fala. Porem ela faz uma
ressalva para aqueles que querem a todo custo “correr
atrás do prejuízo”, pagando altas taxas em cursos a
distância que prometem educar em um curto período de
tempo. “São vendedores de ilusão, que fazem de conta que
educam. Cursos à distância são permitidos apenas para o
terceiro grau”, alerta Contiero.
Na
opinião da educadora o que realmente surte efeito são os
sistemas de educação construtivos, onde os alunos
aprendem, em reintegração, em salas de aula. Esse
sistema é aplicado no Colégio Integral, que possui
cursos reconhecidos e é chamada de escola para
trabalhadores, por possuir em suas turmas alunos e
professores das empresas Petrobrás e Incepa. “Cada um
tem que fazer sua parte para a reformulação do País”,
salienta Lucia. A escola já esta fazendo a sua.
Para
que os resultados educacionais tenham efeito é
necessário que a parceria com a cultura nunca seja
esquecida. “Desassociar educação da cultura não atinge a
essência. Quanto menos se interferir no processo
cultural do ser humano, mais haverá garantia de
sucesso”, esclarece a diretora. Segundo ela, cultivar as
raízes das pessoas é a garantia de resultados no
processo de valorização educacional e profissional.
“Quando um povo perde suas raízes culturais, deixa de
saber quem são. A preservação do item cultural é muito
importante”, salienta.
Porém
a modernização somada a falta de educação adequada faz
com que as pessoas por muitas vezes acabem esquecendo
que todo o mundo ao nosso redor faz parte de nossas
raízes e identidades. “A destruição da fauna e da flora
é um sinal da perda de identidade” explana Contiero.
Isso dificulta a manutenção do contato com o mundo em
que vivemos, principalmente nas crianças, que precisam
aprender a interagir com sua comunidade. E isso implica
o meio ambiente que as rodeia.
A
diretora fala que as crianças vão para a escola para
aprender a se integrar na comunidade, não para serem
educadas. “A escola hoje não esta focada em apenas
formar cidadãos”, diz. É nesse contexto de valorização
da cultura que a educação está ganhando pontos, em
termos de melhoria social, já que recebe vários alunos,
vindos de vários lugares e comunidades, com as mais
diferentes visões sobre o mundo e os faz interagir em
sociedade. “Não podemos interferir no que o aluno é,
devemos apenas melhorar o pensamento deles dentro
daquilo que é consenso social”, explica Lucia.
Para
ela, a educação de sala de aula, dentro dos parâmetros
atuais, não é moldar as pessoas em um pensamento comum.
“É fazer o ser humano refletir. A educação escolar não
pode ser autoritária porque senão mata a alma das
pessoas”, finaliza.
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